quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O perigo que pode haver em ajudar um jovenzinho


O perigo que pode haver em ajudar um jovenzinho

Em um café da manhã aparentemente normal, recebo uma ligação avisando sobre o corte de 80% de minha aposentadoria. Agora sou um homem desempregado e sem o mínimo capital para viver uma vida descente. Após isso, resolvi sair para espairecer.
Enquanto caminhava pelas pedras do Arpoador vi um jovem arrumado, mas com um semblante muito triste. Como um bom e velho aposentado em psicologia, fui puxar conversa com ele para saber porque ele estava tão triste. No começo o jovem estava acanhado e recioso de se abrir e expor seus problemas, mas com o tempo foi foi se soltando e falando um pouco sobre sua vida.
Ele me contava que tinha ido até aquele local para se matar, que não aguentava mais as cobranças da família e sua vida medíocre. Eu formado e com experiência em psicologia fui ouvindo atentamente suas histórias, conforme iamos conversando, eu dava conselhos aquele jovem que parecia pouco a pouco ir se acalmando. Ficamos ali por mais algum tempo e quando o jovem já parecia melhor, agradeceu e se retirou.
Agora estava eu novamente sozinho com meus pensamentos, mergulhando em profundo silêncio, comecei a refletir sobre minha vida e pude perceber que na verdade aquele jovem tinha tudo o que queria e qualquer pessoa gostaria de ter na vida, não passou por grandes dificuldades, mas não tinha atenção e amor da família como gostaria de ter. Com o acumulo dessas faltas pensou em dar fim a sua vida.
Com isso pude perceber que minha vida tinha mais problemas do que eu pensava, em questão de segundos entrei em um desespero profundo, fui até a ponta das pedras, olhei o mar pensando em me jogar, mas parei e fiquei a sombra de um coqueiro ali perto, comecei a pensar se fazia sentido eu acabar com minha vida daquele jeito. Em reflexão pude ver que tinha problemas sim, mas que tinha o amor de minha família e de meus amigos, depois de algum tempo conclui que daria mais uma chance para mim mesmo. Me encostei no coqueiro, pude perceber que algo no topo dele balançava, quando olhei para cima vi um coco caindo em minha direção, paralisado sem saber o que fazer ali permaneci e o coco caiu em cheio sobre minha cabeça o que me levou a um desequilíbrio e a um desmaio, caindo assim das pedras até o mar.
Hoje estou aqui, psicografando essa carta contando a minha última tarde nas pedras do Arpoador e de como pode ser perigoso ajudar um jovenzinho.

(Ana Beatriz Porto e Everton Rodrigues)

9 comentários:

Beatriz Porto disse...

Ana Beatriz Porto...
Everton Rodrigues...
Que isso hein..
Esses dois ae foram feitos pra escrever!

uhashuashshashusa

Lipe disse...

MUITO BOM! -q

k. disse...

caralho que tenso, ficou foda e.

João disse...

Muito bom everton ! Seus textos são incriveis AMAZING. (:

Cammy disse...

Ficou muito foda! Parabens! :)

Mariano P. Sousa disse...

Emocionante!
Tudo que é além da vida material nos traz emocões.
E esse texto não deixou por menos!
Parabéns!

Rodriggo Gomes disse...

*__* q show

Elétron-Volt disse...

Fala Rapaz!
Escrevendo cada vez melhor, hein?!
Parabéns!
E o mais importante de tudo: continue!

Abraços do irmão. :))

Elton disse...

Fala Rapaz!
Escrevendo cada vez melhor, hein?!
Parabéns!
E o mais importante de tudo: continue!

Abraços do irmão. :))